quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Papa Francisco nomeia Padre Leomar Antônio Brustolin como bispo auxiliar para a Arquidiocese de Porto Alegre

Padre Leomar Antônio Brustolin é natural de Caxias do Sul. Nasceu no dia 15 de agosto de 1967 e foi ordenado presbítero em 20 de dezembro de 1992. É formado em Teologia pela PUCRS, possui mestrado em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (1993) e Doutorado em Teologia pela Pontificia Università San Tommaso de Roma, Itália (2000). Atualmente é professor titular da PUCRS e coordena o Mestrado em Teologia na Faculdade da Teologia da PUCRS.
ORDENAÇÃO EPISCOPAL A Ordenação Episcopal está marcada para o dia 25 de março, uma quarta-feira, na Catedral de Caxias do Sul. A apresentação na Arquidiocese de Porto Alegre acontecerá no dia 02 de abril, quinta-feira santa, às 9h, na Missa dos Santos Óleos.
PRONUNCIAMENTO À IMPRENSA Às 10h30min, o arcebispo Dom Jaime Spengler receberá a imprensa para entrevista coletiva na Cúria Metropolitana – Rua Espírito Santo, 95, atrás da Catedral Metropolitana.
BIOGRAFIA COMPLETA: Leomar Antônio Brustolin nasceu aos 15 de agosto de 1967. Cursou Filosofia na Universidade de Caxias do Sul (UCS) e Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Foi ordenado presbítero em 20 de dezembro de 1992.
Foi Diretor do Curso de Teologia de Leigos da Diocese de Caxias do Sul (1993-2014) e vigário paroquial da Paróquia Santa Teresa, Catedral Diocesana de Caxias do Sul (1992-2001). Obteve o mestrado em Teologia Sistemática na Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte- MG. Concluiu o doutorado em Teologia Sistemática na Pontifícia Università San Tommaso de Roma - Angelicum (1997-2000). Foi nomeado pároco da Catedral Diocesana de Caxias do Sul (2001-2014). Coordenou e lecionou nos cursos de pós-graduação em Ensino Religioso e Teologia Pastoral na Universidade de Caxias do Sul.
Desde 2005 é professor na Faculdade de Teologia da PUCRS onde atua como Coordenador do Programa de Pós-graduação em Teologia. Realiza pesquisa e ensino nas disciplinas de Antropologia Teológica, Moral Social, Pastoral Catequética e Pastoral Urbana. Tem alguns livros publicados na área da Escatologia, Mariologia, Catequese e Pastoral. Dedicou-se na assessoria teológico-pastoral e catequese em diversas dioceses. Em 2013 e 2014 participou da comissão do Tema Central da Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil: Comunidade de Comunidades, uma nova paróquia.
INFORMAÇÕES:
Pastoral da Comunicação – PASCOM
Fone: (51) 3095-9276
Coordenação: Pe. Cesar Leandro Padilha:
Jornalista: Magnus Regis – 8159-6229
Webmaster: Nelson S. Pereira
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Quem foram os Reis Magos?
Um antigo
documento conservado nos Arquivos Vaticanos lança uma certa luz, embora
indireta e sujeita a caução, sobre a pessoa dos Reis Magos que foram adorar o
Menino Jesus na Gruta de Belém. A informação foi veiculada por muitos órgãos de
imprensa e páginas da Internet.
O documento
é conhecido como “A Revelação dos Magos”. Provavelmente seja algum “apócrifo”,
nome dado aos livros não incluídos pela Igreja Católica na Bíblia. Portanto,
não são “canônicos”, apesar de poderem ser de algum autor sagrado.
“Canônico”
deriva de “Cânon”, que é o catálogo de Livros Sagrados admitidos pela Igreja
Católica e que constituem a Bíblia. Este catálogo está definitivamente
encerrado e não sofrerá mais modificação.
Há uma série
de argumentos profundos que justificam esta sábia decisão da Igreja.
Entretanto,
uma extrema ponderação em apurar a verdade faz com que a Igreja não recuse em
bloco esses “apócrifos” e reconheça que pode haver neles elementos históricos
ou outros que ajudem à Fé.
Por isso
mesmo, o Vaticano conserva a maior coleção mundial desses “apócrifos”, e os põe
à disposição dos críticos de todas as religiões que queiram estudá-los.
A Igreja não
tem medo de que possa sair qualquer coisa que desdoure a integridade e a
santidade da Bíblia. Antes bem, deseja ardentemente encontrar qualquer dado que
possa ajudar a melhor compreendê-la.
O apócrifo
“A Revelação dos Magos” aparenta ser um relato de primeira mão da viagem dos
Reis do Oriente para homenagear o Filho de Deus.
Só
recentemente foi traduzido do siríaco antigo. O mérito é do Dr. Brent Landau,
professor de Estudos Religiosos da Universidade de Oklahoma, EUA, que dedicou
dois anos para decifrar o frágil manuscrito.
Trata-se de
uma cópia feita no século VIII a partir de algum original perdido que, por sua
vez, fora transcrito meio milênio antes. Portanto, a fonte original desse apócrifo
dos Reis Magos remonta a menos de um século depois do Evangelho de São Mateus.
O documento
levanta questões em extremo interessantes: quem foram ao certo, os Reis Magos?
Foram três? Quais eram seus nomes? De onde vieram? Por quê?
Vejamos
primeiro o que nos diz a única fonte digna de fé religiosa, o Evangelho de São
Mateus:
“1. Tendo,
pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos
vieram do oriente a Jerusalém.
“2.
Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua
estrela no oriente e viemos adorá-lo.
“3. A esta
notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele.
“4. Convocou
os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de
nascer o Cristo.
“5. Disseram-lhe:
Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta:
“6. E tu,
Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá,
porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo(Miq 5,2).
“7. Herodes,
então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exata em que
o astro lhes tinha aparecido.
“8. E,
enviando-os a Belém, disse: Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando
o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo.
“9. Tendo
eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que e estrela, que tinham visto
no oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e
ali parou.
“10. A
aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria.
“11.
Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante
dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes:
ouro, incenso e mirra.
“12.
Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro
caminho.” (São Mateus, cap. 2, 1ss)
A narração
de São Mateus contém tudo o que é necessário para a Fé. Mas com o beneplácito e
a aprovação da Igreja a piedade popular acrescentou muitos outros pormenores,
que foram transmitidos por tradição oral e que são aceitos sem contestação.
O que diz a Tradição sobre seu número, condição, proveniência e destino?
É aqui que
entra o papel do grande São Beda, o Venerável (673-735), Doutor da Igreja e
monge beneditino nas abadias de São Pedro e São Paulo em Wearmouth, e na de
Jarrow, na Nortumbria, Inglaterra.
São Beda é
uma das máximas autoridades dos primeiros tempos da Idade Média pelo fato de
ter recolhido relatos transmitidos oralmente pelos Apóstolos aos seus
sucessores, e destes aos seguintes.
São Beda é
também considerado como fonte de primeira mão da história inglesa, sendo muito
respeitado como historiador. SuaHistória Eclesiástica do Povo
Inglês (Historia Ecclesiastica Gentis Anglorum) lhe rendeu o título
de Pai da História Inglesa.
No tratado “Excerpta
et Colletanea”, o Doutor da Igreja assim recolhe as tradições que chegaram até
ele:
“Melquior
era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur,
terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma
distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltasar era mouro, de barba
cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.
É,
pois, São Beda quem por primeira vez escreveu o nome dos três.
Nomes com significados precisos que nos ajudam a compreender suas
personalidades. Gaspar significa “aquele que vai inspecionar”; Melquior quer
dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltasar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.
Para São
Beda – como para os demais Doutores da Igreja que falaram deles – os três
representavam as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Neste
sentido, eles representavam os reis e os povos de todo o mundo.
Também seus
presentes têm um significado simbólico. Melquior deu ao Menino Jesus ouro, o
que na Antiguidade queria dizer reconhecimento da realeza, pois era presente
reservado aos reis.
Gaspar
ofereceu-Lhe incenso (ou olíbano), em reconhecimento da divindade. Este
presente era reservado aos sacerdotes.
Por fim,
Baltasar fez um tributo de mirra, em reconhecimento da humanidade. Mas como a
mirra é símbolo de sofrimento, vêem-se nela preanunciadas as dores da Paixão
redentora. A mirra era presente para um profeta. Era usada para embalsamar
corpos e representava simbolicamente a imortalidade.
Desta maneira,
temos o Menino Jesus reconhecido como Rei, Deus e Profeta pelas figuras que
encarnavam toda a humanidade.
Em coerência
com essa visão, a exegese católica interpreta a chegada dos Reis Magos como o
cumprimento da profecia de David:
“Os reis de
Társis e das ilhas lhe trarão presentes, os reis da Arábia e de Sabá
oferecer-lhe-ão seus dons. 11. Todos os reis hão de adorá-lo, hão de servi-lo
todas as nações”. (Sl. 71, 10-11)
Alguns
especularam que talvez pelo menos um deles veio da terra de Shir (não identificada
nos mapas modernos), na antiga China.
Em livro –
escrito a título pessoal, portanto não sendo documento do magistério
eclesiástico – Joseph Ratzinger (S.S.Bento XVI) comenta que “a promessa contida
nestes textos [N.R.: Salmo 72,10] estende a proveniência destes homens até ao
extremo Ocidente (Tarsis, Tartessos em Espanha), mas a tradição desenvolveu
posteriormente este anúncio da universalidade aos reinos de que eram soberanos,
como reis dos três continentes então conhecidos: África, Ásia e Europa”,
segundo informou “Religión Digital” de Espanha.
A amplidão
do leque de possibilidades geográficas fica patente neste comentário.
Tarsis ou
Tartessos ficaria na Andaluzia, Espanha, especificamente em “algum lugar
compreendido entre Cádiz, Huelva e Sevilha”. Segundo o “ABC” de Madri, os
sevilhanos acham que se Melquior, Gaspar e Baltasar fossem andaluzes teriam se
manifestado mais alegremente, teriam cantado “sevilhanas” e levado pandeiros. A
reação popular suscita um amável sorriso.
O que foi depois dos Reis Magos?
De acordo
com uma tradição acolhida por São João Crisóstomo, Padre da Igreja, os três
Reis Magos foram posteriormente batizados pelo Apóstolo São Tomé e trabalharam
muito pela expansão da Fé (Patrologia Grega, LVI, 644).
A fama de
santidade dos Reis Magos chega até os nossos dias.
Seus restos
são venerados na nave central da Catedral de Colônia, em magnífica urna de ouro
e de pedras preciosas que extasia os visitantes.
As relíquias
deles foram descobertas na Pérsia pela imperatriz Santa Helena e levadas à
capital imperial Constantinopla. Depois foram transferidas a outra capital
imperial – Milão –, até que foram guardadas definitivamente na Catedral de
Colônia em 1163 (Acta SS., I, 323).
Por que eram "Magos"?
O nome “mago”
era sinônimo de “sábio”. O tratamento dado a eles como grandes eruditos,
prudentes e judiciosos, provinha do fato de os sacerdotes da Caldeia serem
muito voltados para a consideração dos astros com uma sabedoria que surpreende
até hoje. A eles devemos o início da ciência astronômica.
Sem dúvida,
seu caráter de “magos”, reconhecido pelo Evangelho de São Mateus, aponta para a
área da civilização caldeia (cujo epicentro foi no atual Iraque, mas incluiu
diversos países vizinhos, entre eles o Irã).
Com a
decadência moral, os “magos” caldeus viraram uma espécie de bruxos,
divulgadores de toda espécie de superstições.
Os Três Reis
Magos teriam sido os últimos sacerdotes honrados daquele mundo pagão que
aspiravam sinceramente conhecer o Salvador.
Neste caso,
foram exemplos arquetípicos do pagão de boa-fé que deseja conhecer a verdadeira
religião, e que assim que a encontra adere a ela sem demoras nem
restrições.
Foram "Reis"?
Discute-se
também em que sentido podem ser chamados de “Reis”, pois não se lhes conhece a
procedência e menos ainda a localização do reinado.
Porém, na
Antiguidade, os patriarcas, ou chefes de grandes clãs, ou grupos
étnico-culturais, governavam com poderes próprios de um rei, sem terem esse
título ou equivalente. E seu reinado se concentrava sobre sua hoste, por vezes
nômade.
São João
Damasceno não recusava que eles fossem descendentes de Set, terceiro filho de
Adão. E este pormenor nos leva de volta ao “apócrifo” do Vaticano.
A estrela que os guiou
O referido
manuscrito estava na Biblioteca Vaticana havia pelo menos 250 anos, mas não se
sabe mais nada de sua proveniência.
Está escrito
em siríaco, língua falada pelos primeiros cristãos da Síria e ainda hoje, bem
como do Iraque e do Irã.
O Prof. Landau
acredita que no “apócrifo” entra muita imaginação. Mas, há uma muito longa
descrição das supostas práticas, culto e rituais dos Reis Magos.
Feitos,
pois, os devidos descontos no apócrifo, lemos nele que Set, terceiro filho de
Adão, transmitiu uma profecia, talvez recebida de seu pai, de que uma estrela
apareceria para sinalizar o nascimento de Deus encarnado num homem.
Prêmio a uma fidelidade de séculos
Gerações de
Magos teriam aguardado durante milênios até a estrela aparecer.
Mistérios da
fidelidade! Milênios aguardando, gerações morrendo na esperança e transmitindo
aos filhos o anúncio de um dia remoto em que o mundo receberia o Salvador!
Segundo o
Prof. Landau, o “apócrifo” diz que a estrela no fim “transformou-se num pequeno
ser luminoso de forma humana que foi Cristo, na gruta de Belém”.
A afirmação
não é procedente se a interpretarmos ao pé da letra. Mas, levando em conta o
estilo altamente poético do Oriente, poderíamos supor que o brilho da estrela
de Belém convergiu no Menino Jesus e desapareceu.
E, de fato,
depois de encontrar o Menino Deus, os Magos não mais viram a estrela. Alertados
por um anjo, voltaram por outro caminho às suas terras, como ensina o Evangelho
de São Mateus, que não mais menciona a estrela no retorno.
(http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br/)
domingo, 4 de janeiro de 2015
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Metáfora para o Ano Novo de 2015
Certa vez, um homem caminhava pela praia numa noite de lua cheia.
Pensava desta forma:
Se tivesse um carro novo, seria feliz...
Se tivesse uma casa grande, seria feliz...
Se tivesse um excelente trabalho, seria feliz...
Foi quando tropeçou numa sacolinha cheia de pedras.
Ele começou a jogar as pedrinhas, uma a uma, no mar, cada vez que dizia:
Seria feliz se tivesse...
Assim o fez ficando somente com uma pedrinha na sacola, que decidiu guardá-la.
Ao chegar em casa percebeu que aquela pedrinha tratava-se de um diamante muito valioso!
Você imaginou quantos diamantes ele jogou no mar enquanto não parava de pensar?
Assim são as pessoas: jogam fora seus preciosos tesouros por estarem esperando o que acreditam ser perfeito ou sonhando e desejando o que não têm, sem valorizar o que tem perto delas.
Se olhassem ao redor, parando para observar, perceberiam o quão afortunadas são!
Muito perto de si está sua felicidade.
Cada pedrinha deve ser observada. Pode ser uma diamante valioso...
Cada um de nossos dias pode ser considerado um diamante precioso, valioso e insubstituível.
Depende de nós aproveitá-los ou lançá-los ao mar do esquecimento para nunca mais recuperá-los.
E você: como anda jogando suas pedrinhas?
A morte não é a maior perda da vida.
A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos!
(PE. SERGIO JEREMIAS DE SOUZA)
Assinar:
Postagens (Atom)