domingo, 6 de dezembro de 2015

Ano Santo da Misericórdia

O que é o Ano Santo?

O Papa Francisco anunciou o Jubileu do Ano Santo da Misericórdia por meio da Bula de Proclamação Misericordiae Vultus (O Rosto da Misericórdia). O Jubileu inicia em 08 de dezembro de 2015 e se concluirá no dia 20 de novembro de 2016, com a Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo.
A celebração do Jubileu se origina no judaísmo. Consistia em uma comemoração de um ano sabático que tinha um significado especial. A festa se realizava a cada 50 anos. Durante o ano os escravos eram libertados, restituíam-se as propriedades às pessoas que as haviam perdido, perdoavam-se as dívidas, as terras deviam permanecer sem cultivar e se descansava. Era um ano de reconciliação geral. Na Bíblia, encontramos algumas passagens dessa celebração judaica (cf. Lv 25,8).

O que significa Jubileu?

A palavra Jubileu se inspira no termo hebreu de yobel, que se refere ao chifre do cordeiro que servia como instrumento musical. Jubileu, também tem uma raiz latina, iubilum que representa um grito de alegria. Na tradição católica, o Jubileu consiste em que durante um ano se concedem indulgências aos fiéis que cumprem certas disposições estabelecidas pelo Papa. O Jubileu pode ser ordinário ou extraordinário. A celebração do Ano Santo Ordinário acontece em um intervalo a cada 25 anos, com o objetivo de que cada geração experimente pelo menos uma em sua vida. Já o Ano Santo Extraordinário se proclama como celebração de um fato destacado. O Jubileu proclamado pelo Papa Francisco é um Ano Santo Extraordinário. É um convite para que, de maneira mais intensa, fixemos o olhar na Misericórdia do Pai.

Por que abrir uma porta no Ano Santo?

A Porta Santa, na Basílica de São Pedro, em Roma, só se abre durante um Ano Santo e significa que se abre um caminho extraordinário para a salvação. Na cerimônia de abertura, o Papa toca a porta com um martelo 3 vezes enquanto diz: “Abram-me as portas da justiça; entrando por elas confessarei ao Senhor”. Depois de aberta, entoa-se um canto de Ação de Graças e o Papa atravessa esta porta com seus colaboradores.
Na Arquidiocese de Porto Alegre, por exemplo, será recordado o gesto de Roma e do Papa, pelo Arcebispo, que abrirá a porta lateral da Catedral Metropolitana no dia 13 de dezembro, às 15h. Igualmente será aberta a Porta Santa no Santuário Nossa Senhora do Rosário (na Rua Vigário José Inácio), no dia 17 de dezembro às 10h. 

O que fazer nesse ano? 

Na Bula Misericordiae Vultus, o Papa Francisco sugere algumas iniciativas que podem ser vividas em diferentes etapas: 
• Realizar peregrinações;
• Praticar as obras de misericórdia;
• Intensificar a oração;
• Passar pela Porta Santa em Roma ou na Diocese;
• Perdoar a todos;
• Buscar o Sacramento da Reconciliação;
• Superar a corrupção;
• Receber a indulgência;
• Participar da Eucaristia;
• Fortalecer o ecumenismo;
• Converter-se.

O que é a indulgência?

Indulgência é a remissão diante de Deus da pena devida aos pecados, cuja culpa já foi perdoada. Cada vez que alguém se arrepende e se confessa, é perdoado a culpa dos pecados cometidos, mas não a pena. Por exemplo, se alguém mata uma pessoa e se arrepende, depois pede perdão e procura o Sacramento da Penitência, receberá o perdão. Contudo, como repassar o mal cometido que tirou a vida de alguém? Por isso permanece uma pena após o perdão. Essa situação pode ter um indulto, uma indulgência, que a Igreja oferece em certas condições especiais e quando o fiel está bem disposto a buscar a santidade de vida, aproximando-se cada vez mais de Deus. A Igreja pode oferecer a indulgência pelos méritos de Cristo, de Maria e dos santos que sempre participam da obra da salvação. Sobre isso, escreveu o Papa Francisco: “No sacramento da Reconciliação, Deus perdoa os pecados, que são verdadeiramente apagados; mas o cunho negativo que os pecados deixaram nos nossos comportamentos e pensamentos permanecem. A misericórdia de Deus, porém, é mais forte também do que isso. Ela torna-se indulgência do Pai que, através da Esposa de Cristo, alcança o pecador perdoado e liberta-o de qualquer resíduo das consequências do pecado, habilitando-o a agir com caridade, a crescer no amor em vez de recair no pecado” (Misericordiae Vultus, 22). 

Como receber a indulgência?

Para receber a indulgência todos são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à Celebração da Eucaristia com uma reflexão sobre a Misericórdia. Será necessário acompanhar essas celebrações com a profissão de fé e com a oração pelo Papa, para o bem da Igreja e do mundo inteiro. 

Em Porto Alegre, recebe-se a indulgência?

• Visitando a Igreja Catedral ou a Igreja do Rosário de Porto Alegre e passando pela Porta Santa, fazendo o caminho da misericórdia; 
• Buscando o Sacramento da Reconciliação (pode ser em outra Igreja e não apenas aquelas que têm a porta da misericórdia);
• Participando da Eucaristia;
• Rezando nas Intenções do Papa;
• Realizando obras de misericórdia.

Há indulgências para os falecidos?

A indulgência pode ser obtida também para os que faleceram. A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na Celebração Eucarística, também podemos, no grande mistério da Comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraça-los na felicidade sem fim.

E os doentes e idosos? 

Para eles será de grande ajuda viver a enfermidade e o sofrimento como experiência de proximidade ao Senhor que no mistério da sua paixão, morte e ressurreição indica o caminho para dar sentido à dor e à solidão. Viver com fé e esperança este momento de provocação, recebendo a comunhão ou participando na Celebração Eucarística e na oração comunitária, inclusive através dos vários meios de comunicação, será, para eles, o modo de obter a indulgência jubilar. 

As obras de misericórdia

A experiência da misericórdia torna-se visível pelo testemunho concreto. Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente, obterá a indulgência jubilar.

Obras corporais

1. Dar de comer aos famintos;
2. Dar de beber aos que tem sede;
3. Vestir os nus;
4. Acolher o estrangeiro;
5. Visitar os enfermos;
6. Visitar os encarcerados;
7. Sepultar os mortos.

Obras espirituais 

1. Aconselhar os duvidosos;
2. Ensinar os ignorantes;
3. Admoestar os pecadores;
4. Consolar os aflitos;
5. Perdoar as ofensas;
6. Suportar com paciência as injustiças;
7. Rezar a Deus pelos vivos e pelos mortos.

Fonte: Judinei Vanzetto - CNBB Regional Sul3
Com informações do Jubileu da Misericórdia da Arquidiocese de Porto Alegre. Ano Santo 2015-2016. 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Transferências e nomeações do clero para o ano de 2016

TRANSFERÊNCIAS 2015/2016

Animador Vocacional: Pe. Maurício da Silva Jardim
Seminário de Viamão – Direção Espiritual: Pe. Silmar Antonio Possa
Seminário de Gravataí - Reitor: Pe. Lívio Masuero
Capelão e Assistente Espiritual da Irmandade S. Miguel e Almas: Côn. Leandro Miguel Chiarello

PÁROCOS VICARIATO DE CANOAS

Santo Inácio de Loyola - Esteio: Pe. João Carlos Andrade
São Pedro – Sapucaia: Pe. Gustavo André Haupenthal
N.Sª Aparecida – Guajuviras, Canoas: Pe. Cláudio D’Angelo Castro
S. Antonio – Canoas: Pe. Blásio Guido Jacobi
N.Sª das Graças, N.Sª. Rosário e N.Sª Caravaggio - Canoas: Pe. Flávio Canisio Steffen
São Luis - Canoas: Pe. José Antônio Heinzmann

VIGÁRIOS PAROQUIAIS

São Cristóvão - Canoas: Pe. Rodrigo Bittencourt
N.Sª Aparecida – Guajuviras, Canoas: Diác. Bruno Escopinsky
S. Inácio Loyola - Esteio: Diác. Édilon Rosales de Lima
N.Sª das Graças, N.Sª Rosário e N.Sª Caravaggio - Canoas: Pe. Juliano Heck


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Ano Santo da Misericórdia - 8.12.2015 à 20.11.2016

Proclamação do Ano da Misericórdia

No dia 13 de março de 2015 na vigília do quarto Domingo de Quaresma o Papa Francisco anunciou o Jubileu extraordinário que tem no seu centro a misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia.


Este Ano Santo terá início na próxima solenidade da Imaculada Conceição e concluir-se-á a 20 de Novembro de 2016, Domingo de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo e rosto vivo da misericórdia do Pai. 

Confiou a organização deste Jubileu ao Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, para que o possa animar como uma nova etapa do caminho da Igreja na sua missão de levar o Evangelho da misericórdia a todas as pessoas.


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

22 de outubro - são João Paulo II


João Paulo II nasceu no dia 18 de maio de 1920 na cidade de Wadovice na Polônia sob o nome de Karol Wojtyla.
Em 1942, com 22 anos, entrou para o seminário e surpreendeu a todos quando anunciou que queria ser padre.
No dia 1º de novembro de 1946 aconteceu a sua ordenação sacerdotal na Cracóvia e em 1948 após a sua graduação como doutor, voltou a Polônia onde foi vigário e capelão dos Universitários.
Foi papa de 16 de outubro de 1978 até a sua morte em 2 de abril de 2005. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história.
No final de seu pontificado, já estava com a saúde bem debilitada e sofrendo do mal de Parkinson e com dificuldades para falar, respirar e andar. Teve que parar com as viagens que lhe renderam o carinhoso título de “grande missionário” e também com as aparições em público.
A trajetória do Papa João Paulo II até o pontificado é cheia de fé, coragem e determinação e não podemos deixar de exaltar esses elementos como fatores essenciais para a sua canonização e popularidade até nos dias de hoje.
Em 19 de Dezembro de 2009 João Paulo II foi proclamado "Venerável" pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI. Foi proclamado Beato em 1º de maio de 2011.


sábado, 17 de outubro de 2015

18 de outubro - são Lucas (evangelista)

O terceiro evangelho, atribuído a Lucas desde o fim do século II é o único que tem continuação em um segundo livro, os Atos dos Apóstolos.


Um clima de alegria permeia os episódios em que Jesus fala ao povo, cura os doentes, aproxima-se dos excluídos, come com os pecadores, acolhe as mulheres e abençoa as crianças.Todas estas categorias de pobres são os protagonistas do evangelho de Lucas, os destinatários do anúncio da salvação.


Os relatos da ressurreição, a visita ao sepulcro, a aparição aos discípulos de Emaús, a aparição aos onze convergem para a missão aos apóstolos, o último discurso de Jesus, que anuncia e antecipa o tempo da Igreja, ao qual Lucas dedicará seu segundo livro: os Atos dos Apóstolos. (FABRIS,
Rinaldo e MAGGIONI, Bruno. Os Evangelhos II. 4. Ed. São Paulo, SP: Loyola,
2006.)