quarta-feira, 11 de março de 2015

Quaresma


  
    A Quaresma é um tempo riquíssimo em que o Pai derrama grandes graças sobre aqueles que procuram vivê-la em profundidade.

    O Tempo da Quaresma origina-se daqueles quarenta dias que Jesus passou no deserto em jejum e oração, antes de começar sua vida pública com força total. E ela tem o mesmo sentido para nós hoje. É um tempo de jejum, de oração, de esforço que nos leva para Deus. Para quê? Para sermos cristãos mais fervorosos, libertos e cheios do Espirito Santo.

    A Quaresma é um tempo de conversão. Converter-se é dar uma guinada, mudar a ordem de nossas prioridades. É colocar Jesus em primeiro lugar em nossas vidas, em nossos pensamentos e em nossas atitudes. Se vivermos bem a Quaresma, ressuscitaremos com Cristo na Páscoa e seremos "outros Cristos" neste mundo.

    Mesmo que tenhamos uma vida correta, de oração, de caminhada com Jesus, de busca de santidade, sempre existe um ponto ou outro em nós que precisa de conversão.

    Por essa razão, encaremos essa Quaresma como um convite que o Pai faz em cada um de nós. Ele nos convida a refletirmos sobre nossa vida e nossa conduta, para abraçarmos sua Vontade e seu Plano de amor a nosso respeito.

    Vamos dar "passos na fé"? Um passo muito importante na Quaresma é buscar o Sacramento da Confissão. Trata-se de um Sacramento que abre do nosso coração para grande bênçãos que o Pai quer nos dar.

Propósitos para viver na Quaresma


Silêncio

Procure imitar o silêncio de Maria Santíssima. Se for falar mal de alguém, pare, pense e reze por essa pessoa ao invés de maldizê-la.


Oração pessoal

Reserve um tempo do seu dia para sua oração pessoal. Leia e medite a Palavra de Deus para colocá-la em prática. Se for possível, prepara em sua casa um pequeno altar. Coloque um crucifixo, uma vela e, nesse ambiente, você poderá ter o seu encontro íntimo com Deus.


Via-Sacra

Reserve um tempo para meditar as estações da Via-Sacra, de preferência na sexta-feira.


Obras de misericórdia

Deus, em sua infinita misericórdia, nos deu seu filho único Jesus Cristo e o que Ele nos pede é que tenhamos um coração misericordioso: faça uma visita a um doente, um idoso, um órfão, ajude uma família necessitada doando uma cesta básica, roupas etc. Faça algo de bom por alguém!


Perdão

Quaresma é tempo de reconciliação. Se você precisa dar ou receber o perdão, peça a Deus a graça de dar o primeiro passo neste sentido.


Confissão

Quem confessa os próprios pecados já está agindo em harmonia com Deus. Busca o perdão de Deus através deste Sacramento! Você sentirá a diferença em sua vida, porque essa diferença é a graça e a bênção que vem junto com este perdão. O importante é tomar consciência de tudo o que o Senhor deseja realizar em sua vida e se esforçar para não deixar a graça passar.

A Confissão

A Confissão é um Sacramento que nos conduz à adoração.      Por isso devemos receber todos os Sacramentos, especialmente o da Confissão, também em oração e adoração. O penitente deve se confessar orando a Deus e o sacerdote aconselhá-lo orando a Deus.  


Mais que uma listagem de pecados, este abençoado Sacramento é uma oração sincera de perdão. Neste processo, a pessoa é curada em seus desequilíbrios emocionais, que estão diretamente sob o controle de sua vontade. E, como muitas das curas em nós implica em perdão, através deste, o equilíbrio emocional é restaurado e o caminho para cura física também fica aberto.

terça-feira, 3 de março de 2015

Formação Doutrinal para o exercício dos Ministérios

Curso paroquial que visa a Formação Doutrinal para o exercício dos Ministérios.
É um requisito necessário para o exercício dos ministérios a partir do ano de 2016.
Também é aberto para todos os que queiram aprofundar a sua fé.
Com duas opções de dias e horários.

I Encontro
7 de março
à tarde, das 14 às 17h30
ou
28 de março
pela manhã, das 8 às 11h30
II Encontro
11 de abril
à tarde, das 14 às 17h30
ou
18 de abril
pela manhã, das 8 às 11h30
III Encontro
09 de maio
à tarde, das 14 às 17h30
ou
16 de maio
pela manhã, das 8 às 11h30
IV Encontro
13 de junho
à tarde, das 14 às 17h30
ou
20 de junho
pela manhã, das 8 às 11h30
V Encontro
11 de julho
à tarde, das 14 às 17h30
ou
18 de julho
pela manhã, das 8 às 11h30
VI Encontro
08 de agosto
à tarde, das 14 às 17h30
ou
15 de agosto
pela manhã, das 8 às 11h30
VII Encontro
12 de setembro
à tarde, das 14 às 17h30
ou
19 de setembro
pela manhã, das 8 às 11h30
VIII Encontro
10 de outubro
à tarde, das 14 às 17h30
ou
17 de outubro
pela manhã, das 8 às 11h30
IX Encontro
14 de novembro
à tarde, das 14 às 17h30
ou
21 de novembro
pela manhã, das 8 às 11h30

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Papa Francisco nomeia Padre Leomar Antônio Brustolin como bispo auxiliar para a Arquidiocese de Porto Alegre

Nesta quarta-feira, o Vaticano comunicou que o Santo Padre Papa Francisco nomeou um novo bispo auxiliar para a Arquidiocese de Porto Alegre. Trata-se do Padre Leomar Antônio Brustolin, 47 anos, atual cura da Catedral Santa Teresa, de Caxias do Sul. Em pronunciamento na Rádio Aliança, o arcebispo metropolitano, Dom Jaime Spengler, comunicou a nomeação a todo o povo de Deus.

Padre Leomar Antônio Brustolin é natural de Caxias do Sul. Nasceu no dia 15 de agosto de 1967 e foi ordenado presbítero em 20 de dezembro de 1992. É formado em Teologia pela PUCRS, possui mestrado em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (1993) e Doutorado em Teologia pela Pontificia Università San Tommaso de Roma, Itália (2000). Atualmente é professor titular da PUCRS e coordena o Mestrado em Teologia na Faculdade da Teologia da PUCRS.

ORDENAÇÃO EPISCOPAL A Ordenação Episcopal está marcada para o dia 25 de março, uma quarta-feira, na Catedral de Caxias do Sul. A apresentação na Arquidiocese de Porto Alegre acontecerá no dia 02 de abril, quinta-feira santa, às 9h, na Missa dos Santos Óleos.

PRONUNCIAMENTO À IMPRENSA Às 10h30min, o arcebispo Dom Jaime Spengler receberá a imprensa para entrevista coletiva na Cúria Metropolitana – Rua Espírito Santo, 95, atrás da Catedral Metropolitana.

BIOGRAFIA COMPLETA: Leomar Antônio Brustolin nasceu aos 15 de agosto de 1967. Cursou Filosofia na Universidade de Caxias do Sul (UCS) e Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Foi ordenado presbítero em 20 de dezembro de 1992.

Foi Diretor do Curso de Teologia de Leigos da Diocese de Caxias do Sul (1993-2014) e vigário paroquial da Paróquia Santa Teresa, Catedral Diocesana de Caxias do Sul (1992-2001). Obteve o mestrado em Teologia Sistemática na Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte- MG. Concluiu o doutorado em Teologia Sistemática na Pontifícia Università San Tommaso de Roma - Angelicum (1997-2000). Foi nomeado pároco da Catedral Diocesana de Caxias do Sul (2001-2014). Coordenou e lecionou nos cursos de pós-graduação em Ensino Religioso e Teologia Pastoral na Universidade de Caxias do Sul.

Desde 2005 é professor na Faculdade de Teologia da PUCRS onde atua como Coordenador do Programa de Pós-graduação em Teologia. Realiza pesquisa e ensino nas disciplinas de Antropologia Teológica, Moral Social, Pastoral Catequética e Pastoral Urbana. Tem alguns livros publicados na área da Escatologia, Mariologia, Catequese e Pastoral. Dedicou-se na assessoria teológico-pastoral e catequese em diversas dioceses. Em 2013 e 2014 participou da comissão do Tema Central da Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil: Comunidade de Comunidades, uma nova paróquia.

INFORMAÇÕES:
Pastoral da Comunicação – PASCOM
Fone: (51) 3095-9276
Coordenação: Pe. Cesar Leandro Padilha:
Jornalista: Magnus Regis – 8159-6229
Webmaster: Nelson S. Pereira

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Quem foram os Reis Magos?

Um antigo documento conservado nos Arquivos Vaticanos lança uma certa luz, embora indireta e sujeita a caução, sobre a pessoa dos Reis Magos que foram adorar o Menino Jesus na Gruta de Belém. A informação foi veiculada por muitos órgãos de imprensa e páginas da Internet.
O documento é conhecido como “A Revelação dos Magos”. Provavelmente seja algum “apócrifo”, nome dado aos livros não incluídos pela Igreja Católica na Bíblia. Portanto, não são “canônicos”, apesar de poderem ser de algum autor sagrado.
“Canônico” deriva de “Cânon”, que é o catálogo de Livros Sagrados admitidos pela Igreja Católica e que constituem a Bíblia. Este catálogo está definitivamente encerrado e não sofrerá mais modificação.
Há uma série de argumentos profundos que justificam esta sábia decisão da Igreja. 
Entretanto, uma extrema ponderação em apurar a verdade faz com que a Igreja não recuse em bloco esses “apócrifos” e reconheça que pode haver neles elementos históricos ou outros que ajudem à Fé. 
Por isso mesmo, o Vaticano conserva a maior coleção mundial desses “apócrifos”, e os põe à disposição dos críticos de todas as religiões que queiram estudá-los.
A Igreja não tem medo de que possa sair qualquer coisa que desdoure a integridade e a santidade da Bíblia. Antes bem, deseja ardentemente encontrar qualquer dado que possa ajudar a melhor compreendê-la.
O apócrifo “A Revelação dos Magos” aparenta ser um relato de primeira mão da viagem dos Reis do Oriente para homenagear o Filho de Deus.
Só recentemente foi traduzido do siríaco antigo. O mérito é do Dr. Brent Landau, professor de Estudos Religiosos da Universidade de Oklahoma, EUA, que dedicou dois anos para decifrar o frágil manuscrito.
Trata-se de uma cópia feita no século VIII a partir de algum original perdido que, por sua vez, fora transcrito meio milênio antes. Portanto, a fonte original desse apócrifo dos Reis Magos remonta a menos de um século depois do Evangelho de São Mateus.
O documento levanta questões em extremo interessantes: quem foram ao certo, os Reis Magos? Foram três? Quais eram seus nomes? De onde vieram? Por quê?
Vejamos primeiro o que nos diz a única fonte digna de fé religiosa, o Evangelho de São Mateus: 
“1. Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém. 
“2. Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo. 
“3. A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele. 
“4. Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo. 
“5. Disseram-lhe: Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta: 
“6. E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo(Miq 5,2). 
“7. Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exata em que o astro lhes tinha aparecido. 
“8. E, enviando-os a Belém, disse: Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo. 
“9. Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que e estrela, que tinham visto no oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou. 
“10. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria.
“11. Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra. 
“12. Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho.” (São Mateus, cap. 2, 1ss)
A narração de São Mateus contém tudo o que é necessário para a Fé. Mas com o beneplácito e a aprovação da Igreja a piedade popular acrescentou muitos outros pormenores, que foram transmitidos por tradição oral e que são aceitos sem contestação.

O que diz a Tradição sobre seu número, condição, proveniência e destino?

É aqui que entra o papel do grande São Beda, o Venerável (673-735), Doutor da Igreja e monge beneditino nas abadias de São Pedro e São Paulo em Wearmouth, e na de Jarrow, na Nortumbria, Inglaterra.
São Beda é uma das máximas autoridades dos primeiros tempos da Idade Média pelo fato de ter recolhido relatos transmitidos oralmente pelos Apóstolos aos seus sucessores, e destes aos seguintes.
São Beda é também considerado como fonte de primeira mão da história inglesa, sendo muito respeitado como historiador. SuaHistória Eclesiástica do Povo Inglês (Historia Ecclesiastica Gentis Anglorum) lhe rendeu o título de Pai da História Inglesa. 
No tratado “Excerpta et Colletanea”, o Doutor da Igreja assim recolhe as tradições que chegaram até ele:
“Melquior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltasar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.
É, pois, São Beda quem por primeira vez escreveu o nome dos três. Nomes com significados precisos que nos ajudam a compreender suas personalidades. Gaspar significa “aquele que vai inspecionar”; Melquior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltasar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.
Para São Beda – como para os demais Doutores da Igreja que falaram deles – os três representavam as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Neste sentido, eles representavam os reis e os povos de todo o mundo.
Também seus presentes têm um significado simbólico. Melquior deu ao Menino Jesus ouro, o que na Antiguidade queria dizer reconhecimento da realeza, pois era presente reservado aos reis. 
Gaspar ofereceu-Lhe incenso (ou olíbano), em reconhecimento da divindade. Este presente era reservado aos sacerdotes.
Por fim, Baltasar fez um tributo de mirra, em reconhecimento da humanidade. Mas como a mirra é símbolo de sofrimento, vêem-se nela preanunciadas as dores da Paixão redentora. A mirra era presente para um profeta. Era usada para embalsamar corpos e representava simbolicamente a imortalidade.
Desta maneira, temos o Menino Jesus reconhecido como Rei, Deus e Profeta pelas figuras que encarnavam toda a humanidade.
Em coerência com essa visão, a exegese católica interpreta a chegada dos Reis Magos como o cumprimento da profecia de David:
“Os reis de Társis e das ilhas lhe trarão presentes, os reis da Arábia e de Sabá oferecer-lhe-ão seus dons. 11. Todos os reis hão de adorá-lo, hão de servi-lo todas as nações”. (Sl. 71, 10-11)
Alguns especularam que talvez pelo menos um deles veio da terra de Shir (não identificada nos mapas modernos), na antiga China.
Em livro – escrito a título pessoal, portanto não sendo documento do magistério eclesiástico – Joseph Ratzinger (S.S.Bento XVI) comenta que “a promessa contida nestes textos [N.R.: Salmo 72,10] estende a proveniência destes homens até ao extremo Ocidente (Tarsis, Tartessos em Espanha), mas a tradição desenvolveu posteriormente este anúncio da universalidade aos reinos de que eram soberanos, como reis dos três continentes então conhecidos: África, Ásia e Europa”, segundo informou “Religión Digital” de Espanha.
A amplidão do leque de possibilidades geográficas fica patente neste comentário.
Tarsis ou Tartessos ficaria na Andaluzia, Espanha, especificamente em “algum lugar compreendido entre Cádiz, Huelva e Sevilha”. Segundo o “ABC” de Madri, os sevilhanos acham que se Melquior, Gaspar e Baltasar fossem andaluzes teriam se manifestado mais alegremente, teriam cantado “sevilhanas” e levado pandeiros. A reação popular suscita um amável sorriso.

O que foi depois dos Reis Magos?

De acordo com uma tradição acolhida por São João Crisóstomo, Padre da Igreja, os três Reis Magos foram posteriormente batizados pelo Apóstolo São Tomé e trabalharam muito pela expansão da Fé (Patrologia Grega, LVI, 644). 
A fama de santidade dos Reis Magos chega até os nossos dias.
Seus restos são venerados na nave central da Catedral de Colônia, em magnífica urna de ouro e de pedras preciosas que extasia os visitantes. 
As relíquias deles foram descobertas na Pérsia pela imperatriz Santa Helena e levadas à capital imperial Constantinopla. Depois foram transferidas a outra capital imperial – Milão –, até que foram guardadas definitivamente na Catedral de Colônia em 1163 (Acta SS., I, 323).

Por que eram "Magos"?

O nome “mago” era sinônimo de “sábio”. O tratamento dado a eles como grandes eruditos, prudentes e judiciosos, provinha do fato de os sacerdotes da Caldeia serem muito voltados para a consideração dos astros com uma sabedoria que surpreende até hoje. A eles devemos o início da ciência astronômica.
Sem dúvida, seu caráter de “magos”, reconhecido pelo Evangelho de São Mateus, aponta para a área da civilização caldeia (cujo epicentro foi no atual Iraque, mas incluiu diversos países vizinhos, entre eles o Irã).
Com a decadência moral, os “magos” caldeus viraram uma espécie de bruxos, divulgadores de toda espécie de superstições.
Os Três Reis Magos teriam sido os últimos sacerdotes honrados daquele mundo pagão que aspiravam sinceramente conhecer o Salvador.
Neste caso, foram exemplos arquetípicos do pagão de boa-fé que deseja conhecer a verdadeira religião, e que assim que a encontra adere a ela sem demoras nem restrições. 

Foram "Reis"?

Discute-se também em que sentido podem ser chamados de “Reis”, pois não se lhes conhece a procedência e menos ainda a localização do reinado.
Porém, na Antiguidade, os patriarcas, ou chefes de grandes clãs, ou grupos étnico-culturais, governavam com poderes próprios de um rei, sem terem esse título ou equivalente. E seu reinado se concentrava sobre sua hoste, por vezes nômade.
São João Damasceno não recusava que eles fossem descendentes de Set, terceiro filho de Adão. E este pormenor nos leva de volta ao “apócrifo” do Vaticano.

A estrela que os guiou

O referido manuscrito estava na Biblioteca Vaticana havia pelo menos 250 anos, mas não se sabe mais nada de sua proveniência. 
Está escrito em siríaco, língua falada pelos primeiros cristãos da Síria e ainda hoje, bem como do Iraque e do Irã.
O Prof. Landau acredita que no “apócrifo” entra muita imaginação. Mas, há uma muito longa descrição das supostas práticas, culto e rituais dos Reis Magos.
Feitos, pois, os devidos descontos no apócrifo, lemos nele que Set, terceiro filho de Adão, transmitiu uma profecia, talvez recebida de seu pai, de que uma estrela apareceria para sinalizar o nascimento de Deus encarnado num homem.

Prêmio a uma fidelidade de séculos

Gerações de Magos teriam aguardado durante milênios até a estrela aparecer.
Mistérios da fidelidade! Milênios aguardando, gerações morrendo na esperança e transmitindo aos filhos o anúncio de um dia remoto em que o mundo receberia o Salvador!
Segundo o Prof. Landau, o “apócrifo” diz que a estrela no fim “transformou-se num pequeno ser luminoso de forma humana que foi Cristo, na gruta de Belém”.
A afirmação não é procedente se a interpretarmos ao pé da letra. Mas, levando em conta o estilo altamente poético do Oriente, poderíamos supor que o brilho da estrela de Belém convergiu no Menino Jesus e desapareceu.
E, de fato, depois de encontrar o Menino Deus, os Magos não mais viram a estrela. Alertados por um anjo, voltaram por outro caminho às suas terras, como ensina o Evangelho de São Mateus, que não mais menciona a estrela no retorno.

(http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br/)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Metáfora para o Ano Novo de 2015

Certa vez, um homem caminhava pela praia numa noite de lua cheia.
Pensava desta forma:
Se tivesse um carro novo, seria feliz...
Se tivesse uma casa grande, seria feliz...
Se tivesse um excelente trabalho, seria feliz...
Foi quando tropeçou numa sacolinha cheia de pedras.
Ele começou a jogar as pedrinhas, uma a uma, no mar, cada vez que dizia:
Seria feliz se tivesse...
Assim o fez ficando somente com uma pedrinha na sacola, que decidiu guardá-la.
Ao chegar em casa percebeu que aquela pedrinha tratava-se de um diamante muito valioso!
Você imaginou quantos diamantes ele jogou no mar enquanto não parava de pensar?

Assim são as pessoas: jogam fora seus preciosos tesouros por estarem esperando o que acreditam ser perfeito ou sonhando e desejando o que não têm, sem valorizar o que tem perto delas.
Se olhassem ao redor, parando para observar, perceberiam o quão afortunadas são!
Muito perto de si está sua felicidade.
Cada pedrinha deve ser observada. Pode ser uma diamante valioso...
Cada um de nossos dias pode ser considerado um diamante precioso, valioso e insubstituível.
Depende de nós aproveitá-los ou lançá-los ao mar do esquecimento para nunca mais recuperá-los.
E você: como anda jogando suas pedrinhas?
A morte não é a maior perda da vida.
A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos!


(PE. SERGIO JEREMIAS DE SOUZA)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Hoje, oito dias depois do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, primeiro dia do ano de 2015, a Igreja Católica celebra a SOLENIDADE DA SANTA MÃE DE DEUS, MARIA.

A Celebração Eucarística em nossa Paróquia será às 18h30min.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Que no próximo ano...
“Que você consiga uma casa maior, mas que quase todos os cômodos fiquem vazios por sua família estar unida ao redor de uma única mesa.
Que você compre o carro dos seus sonhos, e descubra que ele pode ficar parado na garagem enquanto você caminha de mãos dadas por um parque.
Que você realize o desejo de comprar uma TV enorme, 3D, com home theater, mas que ela permaneça desligada durante o jantar, para que você possa ouvir como foi maravilhoso o dia da sua família.
Que sua conta bancária esteja satisfatoriamente recheada, mas sobretudo, que você tenha em seu bolso um ou dois reais para comprar algodão doce e saboreá-lo sujando os dedos.
Que você tenha um excelente plano de saúde, mas que se esqueça que ele existe por não precisar usá-lo.
Que você jante em badalados restaurantes para descobrir que a maior chef que existe, cozinha todos os dias dentro da sua casa.
Que sua internet trafegue em altíssima velocidade, mas que sua melhor rede seja aquela pendurada entre duas árvores, onde você possa ouvir os pássaros cantarem.
Que você tenha um smartphone de última geração, mas que não precise usá-lo para dizer às pessoas mais importantes da sua vida o quanto elas são especiais.
Que você tenha um tablet, mas que use mais as pontas dos seus dedos para fazer cafunés do que para mandar e-mails.
Que você possa comprar boas roupas, bolsas e relógios, mas que sua verdadeira marca seja a "inspiração" deixada pelos lugares por onde passará.
E que assim, conquistando tudo o que você sempre quis, você descubra que mais importante do que aquilo que você tem, é o que você faz com tudo o que conquistou.
(Texto original de Mauricio Louzada
Permitida a reprodução desde que citado o autor.)

sábado, 6 de dezembro de 2014

Festa da Padroeira - Nossa Senhora da Conceição - 07/12/2014

Tema:
A VIRGEM MARIA E A ALEGRIA DO EVANGELHO

28/11 – 20h - sexta-feira - 1º dia da novena – Transformação missionária na Igreja
Responsável: Vera
Responsáveis pela liturgia: Apostolado e Missionárias
Salmo: Jussara (São José)
Responsável pela música: Camila
Padre convidado: Pe. Douglas Gonçalves ( Paróquia Sagrada Família – Gravataí)
Benção especial:Capelinhas e Missionárias

29/11 – 18:30h - sábado - 2º dia da novena – Na crise do compromisso comunitário
Responsável: Vera
Responsáveis pela missa: CLJ
Responsável pela música: CLJ
Salmo: Bruno
Padre convidado: Pe. Antônio Moreschi
Benção especial: para os jovens

30/11 – 9:30h - Domingo – 3º dia da novena – O anúncio de Evangelho
Responsável: Vera e Jane
Responsáveis pela missa: Catequese de 1ª Eucaristia – Conceição e São José
Responsável pela música: Bruno e Neusinha
Salmo: Aparecida
Padre convidado: Diácono Flávio (São Luís Gonzaga)
Benção especial: para as crianças

01/12 – 20 h - Segunda–feira – 4º dia da novena - A dimensão social do Evangelho
Responsável: Ligia
Responsáveis pela missa: Pastoral social, da saúde e Grupo de Convivência Viver a Vida.
Responsável pela música: Vera e Bruninho
Salmo: Neusinha
Padre convidado: Luis Ricardo Xavier – Vigário em Charqueadas
Benção especial: para os idosos

02/12 – 20h - Terça–feira – 5º dia da novena – Evangelizadores com Espírito
Responsável: Jane
Responsáveis pela missa: Batismo
Responsável pela música: Bruno e Neusinha
Salmo: Teresinha
Padre convidado: Jorge Lermen – (Paróquia São Paulo – Niterói)
Benção especial: Batizados no ano de 2014 e bebes

03/12 – 20h - Quarta–feira – 6º dia da novena – Nossa Senhora, Mãe de Deus.
Responsável: Ligia
Responsáveis pela missa: Onda
Responsável pela música: Julinho e Bel
Salmo: Aline
Padre convidado: Luis Carlos de Almeida – (Paróquia N. Sª. da Dores de Porto Alegre)
Benção especial: Mães e mães grávidas

04/12 – 20h - Quinta-feira – 7º dia da novena – Nossa Senhora, Sempre Virgem.
Responsável: Jane
Responsáveis pela missa: ECC
Salmo: Vera
Responsável pela música: Julinho e Bel
Padre convidado: Pe. Ricardo Mostardeiro Costa – (Paróquia N. Sª. dos Navegantes – POA)
Benção especial: Casais e família

05/12 – 20h - Sexta- feira – 8º dia da novena – Nossa Senhora, Imaculada.
Responsável: Jane e Vera
Responsáveis pela missa: Cursilho
Responsável pela música: Camila, Bruno e Neusinha
Salmo: Shirley
Padre convidado: Dom Dadeus Grings
Benção especial: doentes

06/12 – 18:30h - Sábado – 9º dia da novena – Assunção de Maria
Responsável: Ligia
Responsáveis pela missa: Crisma (Sabrina e Eliezer)
Salmo: Luis (JJ)
Responsável pela música: JJ
Padre convidado: Diácono Carlos Prietto - (São Geraldo - POA)
Benção especial: Festeiros

07/12 – 10h - Domingo – Festa da Padroeira
Missa 10h com coroação da N. Sª e canto da consagração.
Responsáveis: Liturgia São José e Conceição
Responsável pela música: Leandro e Goretti
Salmo: Eliane (São José)
12h Almoço seguido de tarde festiva.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Arcebispo anuncia transferências e nomeações para o clero arquidiocesano


No terceiro e último dia da Assembleia Anual do Clero, o arcebispo Dom Jaime Spengler anunciou as transferências e nomeações para a Arquidiocese de Porto Alegre. Na mesma oportunidade, o Pe. Gustavo Haas foi anunciado como o novo Vigário Geral. O cargo estava vago desde o falecimento do Cônego Irineu Brand, ocorrido no final do mês de setembro.

Quando confirmadas, as datas de posse e apresentação serão divulgadas.

Confira as alterações:

Vigário Geral e Moderador da Cúria: Pe. Gustavo Haas

VICARIATO DE PORTO ALEGRE

Paróquia Divino Espírito Santo
Pároco: Pe. Querino José Ludwig

Paróquias Divino Pai Eterno e Madre Teresa de Calcutá
Pároco: Pe. Márcio M. Guimarães

Catedral Metropolitana Mãe de Deus
Pároco: Pe. Pedro Alberto Kunrath

Paróquia Nossa Senhora Medianeira
Pároco: Pe. Luiz Ricardo Xavier

Paróquia Menino Deus
Vigário Paroquial: Pe. Alexandre Longhi

Paróquia Menino Jesus de Praga
Vigário Paroquial: Mons. Irineu Flach

Paróquia Nossa Senhora de Lourdes
Vigário Paroquial: Pe. Diego Correa

Paróquia Nossa Senhora da Paz
Pároco: Pe. Francisco Ledur

Paróquia Santuário Nossa Senhora do Rosário
Vigário Paroquial: Pe. Jorlei dos Santos

Paróquia Sagrada Família
Vigário Paroquial: Pe. João Strack

Paróquia Santa Catarina
Pároco: Pe. Luciano Honório Corrêa

Paróquia Santa Rita de Cássia
Vigário Paroquial: Pe. João Albertto Mazzotti

Paróquia Santo Antônio do Pão dos Pobres
Vigário Paroquial: Pe. Cristiano da Rosa

Paróquia São João Batista
Pároco: Pe. Renato Schuch

Paróquia São Luís Gonzaga
Pároco: Pe. Alexandre Chaves

Paróquia São Sebastião Mártir
Pároco: Pe. Hermeto Mohr
Vigário Paroquial: Pe. Leo Hastenteufel e Coordenador Arquidiocesano de Pastoral

Paróquia Senhor Bom Jesus
Pároco: Pe. Kauê Antoniolli

VICARIATO DE CANOAS

Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Esteio
Pároco: Pe. Maico Pezzi dos Santos

Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Sapucaia
Pároco: Pe. Talis Pagot

Paróquia Imaculado Coração de Maria - Esteio
Vigário Paroquial: Pe. Artur Calsing

Paróquia Nossa Senhora do Rosário - Canoas
Vigário Paroquial: Pe. Juliano Heck

Paróquia São Luís - Canoas
Pároco: Pe. João Carlos Silveira (Pe. Joca)

VICARIATO DE GRAVATAÍ

Paróquia Nossa Senhora das Graças - Gravataí
Pároco: Pe. Fabiano Glaeser dos Santos

Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem - Cachoeirinha
Pároco: Pe. Eduardo Dellazari

Paróquia Nossa Senhora dos Anjos - Gravataí
Pároco: Pe. Tarcíso Rech
Diácono Luiz Barros

Rede de Comunidades Santa Cruz - Viamão
Pároco: Pe. Loivo Kochhann

Paróquia São José Operário - Alvorada
Vigário Paroquial: Pe. Renato Rogério Neuhaus

Paróquia São Vicente Pai dos Pobres - Gravataí
Vigário Paroquial: Pe Charles Vargas Teixeira

Paróquia Nossa Senhora da Saúde - Alvorada
Pároco: Pe. Alecxandro Nunes

Paróquia Sagrado Coração de Jesus - Alvorada
Pároco: Pe. Diego Garcia

VICARIATO DE GUAÍBA

Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Guaíba
Pároco: Pe. Carlos Feebur
Vigário Paroquial: Pe. Ênio da Rocha Dias

Paróquia Nossa Senhora do Livramento - Guaíba
Pároco: Pe. Gustavo Haupenthal

Paróquia Nossa Senhora Medianeira - Eldorado
Pároco: Pe. Miguel Faleiro

A serviço da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes - Charqueadas
Pe. Geraldo Flach

Paróquia Nossa Senhora do Rosário – Barão do Triunfo
Pároco: Pe. Fábio Lúcio

Paróquia São João Batista - Camaquã
Vigário Paroquial: Pe. Joel Nievinski



Postado por Magnus Regis - Jornalista PASCOM
Em 6 de novembro de 2014, às 18h 6min

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

14 de setembro - Festa da Exaltação da Santa Cruz

A Festa da Exaltação da Santa Cruz, que celebramos no dia 14 de setembro, é a Festa da Exaltação do Cristo vencedor. Para nós, a Cruz é o maior símbolo de nossa fé e quem a rejeita se comporta como aqueles dos quais já nos falava o Apóstolo Paulo: Existem muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se comportam como inimigos da Cruz de Cristo (Fil. 3,18).

A Cruz recorda o Cristo crucificado, o seu sacrifício, o seu martírio que nos trouxe a salvação.

Segundo a tradição, a Vera Cruz (verdadeira Cruz) foi descoberta em 326 por Santa Helena, mãe do Imperador Constantino I, durante peregrinação à cidade de Jerusalém. A Igreja do Santo Sepulcro foi construída no local da descoberta, por ordem de Helena e Constantino. A igreja foi dedicada nove anos após, em 335, com uma parte da cruz em exposição. Em 13 de Setembro ocorreu a dedicação da igreja e a cruz foi posta em exposição no dia 14, para que os fiéis pudessem orar e venerá-la. Em 614, os persas invadiram a cidade e tomaram a cruz, que foi recuperada pelo Imperador Bizantino Heráclio em 628. Após um ano em Constantinopla, a cruz retornou ao Santo Sepulcro.

Esta festa é chamada em Grego: Ὕψωσις τοΤιμίου Σταυροῦ e em Latim é chamada de Exaltatio Sanctae Crucis Exaltação da Santa Cruz. A palavra exaltatio também pode ser traduzida por triunfo, por isso, é que no passado essa festa era também chamada de Triunfo da Santa Cruz.

Enquanto a Sexta-Feira Santa é dedicada à Paixão e Crucificação, a Festa da Exaltação da Santa Cruz, celebra a Cruz como instrumento de salvação, fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio.


Pe. Gilson Sobreiro, pjc