quarta-feira, 28 de maio de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Catequese: O dom da ciência nos ajuda a evitar o pecado e suas consequências
Vaticano, 21 Mai. 14 / 12:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na
Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco continuou sua catequese
sobre os dons do Espírito Santo, abordando nesta ocasião o dom da ciência, o
qual, afirmou, ajuda a perceber a grandeza de Deus através da criação e ensina
a custodiar este presente para o benefício de todos e não cair em algumas
atitudes excessivas ou equivocadas que levem a sua destruição.
Ante os milhares de fiéis congregados na Praça de São
Pedro, o Papa esclareceu que este dom não se limita ao conhecimento humano da
natureza. “Quando os nossos olhos são iluminados pelo Espírito, abrem-se à
contemplação de Deus, na beleza da natureza e na grandiosidade do cosmo, e nos
levam a descobrir como cada coisa nos fala Dele e do seu amor”.
A seguir a catequese do Papa na íntegra:
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje gostaria de destacar outro dom do Espírito Santo, o
dom da ciência. Quando se fala de ciência, o pensamento vai imediatamente à
capacidade do homem de conhecer sempre melhor a realidade que o cerca e de
descobrir as leis que regulam a natureza e o universo. A ciência que vem do
Espírito Santo, porém, não se limita ao conhecimento humano: é um dom especial,
que nos leva a entender, através da criação, a grandeza e o amor de Deus e a
sua relação profunda com cada criatura.
1. Quando os nossos olhos são iluminados pelo Espírito,
abrem-se à contemplação de Deus, na beleza da natureza e na grandiosidade do
cosmo, e nos levam a descobrir como cada coisa nos fala Dele e do seu amor.
Tudo isto suscita em nós grande admiração e um profundo sentido de gratidão! É
a sensação que experimentamos também quando admiramos uma obra de arte ou
qualquer outra maravilha que seja fruto da invenção e da criatividade do homem:
diante de tudo isso, o Espírito nos leva a louvar o Senhor do fundo do nosso
coração e a reconhecer, em tudo aquilo que temos e somos, um dom inestimável de
Deus e um sinal do seu infinito amor por nós.
2. No primeiro capítulo do Gênesis, propriamente no
início de toda a Bíblia, coloca-se em evidência que Deus se alegra com a sua
criação, destacando repetidamente a beleza e a bondade de cada coisa. Ao
término de cada dia, está escrito: “Deus viu que era coisa boa” (1, 12. 18. 21.
25): se Deus vê que a criação é uma coisa boa, é uma coisa bela, também nós
devemos assumir esta atitude e ver que a criação é coisa boa e bela. Eis o dom
da ciência que nos faz ver esta beleza, portanto louvamos a Deus
agradecendo-lhe por ter nos dado tanta beleza. E quando Deus terminou de criar
o homem não disse “viu que era coisa boa”, mas disse que era “muito boa” (v.
31). Aos olhos de Deus nós somos a coisa mais bela, grande, boa da criação:
mesmo os anjos estão abaixo de nós, nós somos mais que os anjos, como ouvimos
no livro dos Salmos. O Senhor nos quer bem! Devemos agradecer a Ele por isto. O
dom da ciência nos coloca em profunda sintonia com o Criador e nos faz
participar da clareza do seu olhar e do seu juízo. É nesta perspectiva que
conseguimos entender no homem e na mulher o vértice da criação, como
cumprimento de um projeto de amor que está impresso em cada um de nós e que nos
faz reconhecer como irmãos e irmãs.
3. Tudo isto é motivo de serenidade e de paz e faz do
cristão um testemunho alegre de Deus, nos passos de São Francisco de Assis e de
tantos santos que souberam louvar e cantar o seu amor através da contemplação
da criação. Ao mesmo tempo, porém, o dom da ciência nos ajuda a não cair em
algumas atitudes excessivas ou erradas. A primeira é constituída pelo risco de
nos considerarmos donos da criação. A criação não é uma propriedade, na qual
podemos mandar de acordo com a nossa vontade; nem, tão pouco, é uma propriedade
somente de alguns, de poucos: a criação é um presente, é um presente maravilhoso
de Deus que nos deu para que cuidemos dela e a utilizemos em benefício de
todos, sempre com grande respeito e gratidão. A segunda atitude errada é
representada pela tentação de nos pararmos nas criaturas, como se estas
pudessem oferecer a resposta a todas as nossas expectativas. Com o dom da
ciência, o Espírito nos ajuda a não cair neste erro.
Mas gostaria de retornar ao primeiro caminho errado:
dominar a criação em vez de protegê-la. Devemos proteger a criação porque é um
presente que o Senhor nos deu, é um presente de Deus para nós; nós somos
guardiães da criação. Quando nós exploramos a criação, destruímos o sinal do
amor de Deus. Destruir a criação é dizer a Deus: “não gosto”. E isto não é bom:
eis o pecado.
A proteção da criação é justamente a proteção do presente
de Deus e é dizer a Deus: “obrigado, eu sou o guardião da criação, mas para
fazê-la progredir, nunca para destruir o teu presente”.
Esta deve ser a nossa atitude diante da criação:
protegê-la, porque se nós destruímos a criação, a criação nos destruirá! Não se
esqueçam disso. Uma vez eu estava no campo e ouvi um dito de uma pessoa
simples, que gostava tanto das flores e cuidava delas. Disse-me: “Devemos
proteger estas coisas belas que Deus nos deu; a criação é para nós a fim de que
nós a aproveitemos bem; não explorar, mas protegê-la, porque Deus perdoa
sempre, nós homens perdoamos algumas vezes, mas a criação não perdoa jamais e
se você não a protege ela te destruirá”.
Isto deve nos fazer pensar e pedir ao Espírito Santo o
dom, o dom da ciência para entender bem que a criação é o mais belo presente de
Deus. Ele fez tantas coisas boas para a melhor coisa que é a pessoa humana.
Fonte: http://www.acidigital.com/
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Devemos pedir a Deus o dom da Fortaleza para todas as ocasiões da vida diária, afirma o Papa
Vaticano, 14 Mai. 14 / 11:15 am (ACI).- Na Catequese
desta quarta-feira, 14 de maio, o Papa falou sobre o dom da Fortaleza e
explicou que este não é apenas um recurso que pedimos a Deus quando
necessitamos para algo específico, e sim um dom que devemos pedir para todas as
ocasiões do quotidiano tendo em conta o que diz São Paulo: “Tudo posso naquele
que me fortalece” (Fil 4, 13). O Papa afirmou ainda que a fortaleza é um dom
que Deus não deixa faltar. “O Senhor não nos dá uma prova maior do que podemos
tolerar”, disse o Santo Padre.
A seguir, a catequese completa do Santo Padre:
“Refletimos nas catequeses passadas sobre os primeiros
três dons do Espírito Santo: a sabedoria, o entendimento e o conselho. Hoje
pensemos naquilo que o Senhor faz: Ele vem sempre para nos apoiar na nossa
fraqueza e faz isto com um dom especial: o dom da fortaleza.
1. Há uma parábola, contada por Jesus, que nos ajuda a
acolher a importância deste dom. Um semeador sai para semear; nem toda a
semente que espalha, porém, dá fruto. Aquilo que acaba pelo caminho é comido
pelos pássaros; aquilo que cai em terreno rochoso ou em meio a espinhos semeia,
mas logo é secado pelo sol ou sufocado pelos espinhos. Somente aquilo que
termina em terreno bom pode crescer e dar fruto (cfr Mc 4, 3-9 // Mt 13, 3-9 //
Lc 8, 4-8). Como o próprio Jesus explica aos seus discípulos, este semeador
representa o Pai, que espalha abundantemente a semente da sua Palavra. A
semente, porém, muitas vezes encontra a aridez do nosso coração e, mesmo quando
é acolhida, corre o risco de permanecer estéril. Com o dom da fortaleza, em vez
disso, o Espírito Santo liberta o terreno do nosso coração, liberta-o do
torpor, das incertezas e de todos os nossos medos que possam impedi-Lo, de modo
que a Palavra do Senhor seja colocada em prática, de modo autêntico e alegre. É
uma verdadeira ajuda este dom da fortaleza, dá-nos força, liberta-nos também de
tantos impedimentos.
2. Há também momentos difíceis e situações extremas nas
quais o dom da fortaleza se manifesta de modo extraordinário, exemplar. É o
caso daqueles que se encontram diante de experiências particularmente duras e
dolorosas, que perturbam suas vidas e de seus entes queridos.
A Igreja resplandece com o testemunho de tantos irmãos e irmãs que
não hesitaram em dar a própriavida para permanecerem fiéis ao Senhor e ao
seu Evangelho. Mesmo hoje não faltam cristãos que em tantas partes do mundo
continuam a celebrar e a testemunhar a sua fé, com profunda convicção e
serenidade, e resistem mesmo quando sabem que isso pode comportar um preço mais
alto. Também nós, todos nós, conhecemos pessoas que viveram situações difíceis,
tantas dores. Pensemos naqueles homens, naquelas mulheres que levam uma vida
difícil, lutam para levar adiante a família e educar os filhos: fazem tudo isso
porque há o espírito de fortaleza que os ajuda. Quantos homens e mulheres – nós
não sabemos seus nomes – que honram nosso povo, nossa Igreja, porque são
fortes: fortes em levar adiante sua vida, sua família, seu trabalho, sua fé.
Estes nossos irmãos e irmãs são santos, santos no cotidiano, santos escondidos
em meio a nós: têm justamente o dom da fortaleza para poder levar adiante o seu
dever de pessoas, de pais, de mães, de irmãos, de irmãs, de cidadãos. Temos
tantos! Agradeçamos ao Senhor por estes cristãos que são de uma santidade
escondida: é o Espírito Santo que têm dentro que os leva adiante! E nos fará bem
pensar nessas pessoas: se elas fazem tudo isso, se elas podem fazê-lo, por que
não eu? E nos fará bem também pedir ao Senhor que nos dê o dom da fortaleza.
3. Não é preciso pensar que o dom da fortaleza seja
necessário somente em algumas ocasiões, ou em situações particulares. Este dom
deve constituir um pano de fundo do nosso ser cristão, na ordinariedade da
nossa vida cotidiana. Como disse, em todos os dias da vida cotidiana devemos
ser fortes, temos necessidade desta fortaleza, para levar adiante a nossa vida,
a nossa família, a nossa fé. O apóstolo Paulo disse uma frase que nos fará bem
ouvir: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fil 4, 13). Quando enfrentamos a
vida ordinária, quando vêm as dificuldades, recordemos isto: “Tudo posso
naquele que me fortalece”. O Senhor nos dá a força, sempre, não a deixa faltar.
O Senhor não nos dá uma prova maior do que podemos tolerar. Ele está sempre
conosco. “Tudo posso naquele me fortalece”.
Queridos amigos, às vezes podemos ser tentados a nos
deixar levar pela preguiça ou, pior, pelo desânimo, sobretudo diante dos
cansaços e das provações da vida. Nestes casos, não vamos desanimar, invoquemos
o Espírito Santo para que, com o dom da fortaleza, possa aliviar o nosso
coração e comunicar nova força e entusiasmo na nossa vida e no nosso seguimento
a Jesus”.
fonte: http://www.acidigital.com/
quarta-feira, 14 de maio de 2014
domingo, 11 de maio de 2014
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